Valter Lima fala dos 60 anos de história e paixão pela Rádio Nacional
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BRASIL
Valter Lima fala dos 60 anos de história e paixão pela Rádio Nacional
Radialista comanda o programa de rádio mais longevo do país
Jander Brasilia - DF
Postada em 11/06/2018 ás 13h25
Valter Lima fala dos 60 anos de história e paixão pela Rádio Nacional

Não há como falar da Rádio Nacional e não lembrar de Valter Lima. Da mesma forma que a história desta rádio se funde com a da construção de Brasília, a história de Valter se mistura com a trajetória da emissora. E na semana em que a Rádio Nacional de Brasília completa 60 anos, ele fala de seu compromisso com a informação e com os seus ouvintes. Para ele, “a Rádio Nacional teve e continua tendo um papel social muito grande” no país.


Apresentador, âncora e locutor do programa de rádio mais longevo do país, o "Revista Brasil", Valter trata de uma variedade de assuntos em debates, entrevistas e reportagens sobre os temas mais relevantes do momento. Durante esses anos no ar, que podem ser contados em décadas, o programa sempre foi marcado pela prestação de serviços. E é assim que Valter define a sua paixão pelo veículo: “O rádio é minha vida. Eu não me imagino fora de uma estação de rádio. É o prazer de poder prestar um serviço. É saber que aquela notícia que você está passando, está ajudando alguém, ou a sair de um engarrafamento, ou a notícia de que alguém que está precisando de alguma coisa e está recebendo.”


E em tempos de plataformas digitais e de convergência midiática, Valter defende com otimismo: “O rádio jamais vai morrer”. Ele conta que costuma falar em suas palestras para estudantes sobre a necessidade de renovação do veículo que escolheu por paixão. “O rádio, quando você vê nele aquele veículo que você pode tudo, em termos de transmissão, em termos de comunicação, faz com que tanto quem esteja do lado de cá, apresentando, como quem esteja do lado de lá, ouvindo, são dois que se apaixonam. São dois públicos distintos que realmente se apaixonam”.


Valter relembra que teve a voz notada quando ainda cantava no coral da escola. Ao ser descoberto pela professora, diz que ficou tão envergonhado que nunca mais cantou, mas aprendeu a trabalhar a voz para a sua futura profissão. “Aprendi realmente a trabalhar um pouco com a voz e com a voz é que fui tocando essa atividade”.


Em toda a sua história nas ondas do rádio, o locutor diz que sempre valorizou a credibilidade e a seriedade. “Rádio tem que ser feito com muito respeito ao ouvinte que está do outro lado, que confia no seu trabalho, porque uma coisa é você fixar um programa, outra coisa é você segurar esse programa durante 32 anos com credibilidade”.


E não importa a distância, seja na cidade ou no campo, para onde quer que Valter Lima continue levando a sua voz e a sua comunicação, ele revela-se um incansável quando o assunto é dar notícias. “Eu acho que quando eu morrer, eu vou ser locutor de Deus. Qualquer coisa, deixa comigo, que eu mando o recado lá pra baixo.”

Conversa com Roseann Kennedy

FONTE: Agência Brasília
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