CEB Distribuição é vendida por R$ 2,515 bilhões com ágio de 76,63%
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CEB Distribuição é vendida por R$ 2,515 bilhões com ágio de 76,63%
Grupo Neoenergia apresentou o maior lance e levou a companhia. Cade e Aneel vão avaliar condições para mudar controle acionário
Jander Brasilia - DF
Postada em 04/12/2020 ás 22h58 - atualizada em 19/12/2020 ás 12h58
CEB Distribuição é vendida por R$ 2,515 bilhões com ágio de 76,63%

Grupo Neoenergia apresentou o maior lance e levou a companhia. Cade e Aneel vão avaliar condições para mudar controle acionário


 


IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON


 


O objetivo da privatização da subsidiária é aumentar os recursos do caixa da empresa, que passa por dificuldades há anos | Foto: Agência Brasília


Em leilão realizado na manhã desta sexta-feira (4) na Bolsa de Valores de São Paulo, a empresa Bahia Geração de Energia, do Grupo Neoenergia, apresentou a maior proposta e comprou a CEB Distribuição pelo valor de R$ 2,515 bilhões. Agora, a vencedora será submetida à aprovação prévia pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em continuidade ao processo de mudança do controle acionário.


 


O objetivo da privatização da subsidiária é aumentar os recursos do caixa da empresa, que passa por dificuldades há anos. A concessão para a iniciativa privada também vai proporcionar mais investimentos e consequentemente, uma prestação de serviço mais eficaz e de melhor qualidade ao consumidor do Distrito Federal.


 


O leilão teve a participação de três proponentes. O grupo Neoenergia arrematou 100% das ações da CEB Distribuição. O lance inicial definido em edital era de R$ 1,423 bilhão e atingiu R$ 2,515 bilhões, o que representa um ágio – diferença entre o valor pago e o valor de avaliação – de 76,63%. Além da Neoenergia, também participaram da concorrência os grupos CPFL e Equatorial.


 


Os lances na Bolsa de Valores foram acompanhados de perto pelo governador Ibaneis Rocha e pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha; pelo presidente da Companhia Energética de Brasília, Edison Garcia; pelo secretário de Economia, André Clemente; e pelo presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.


 


“O projeto de privatização da CEB Distribuição nasceu exatamente da impossibilidade e da visão que se tinha de que não era mais alcançável recuperar a CEB Distribuição se não fosse com muito investimento. Certamente a CEB vai estar muito melhor a cargo da iniciativa privada. Seremos parceiros [da Neoenergia], podem ter certeza disso”, disse Ibaneis Rocha.


 


Presidente da CEB, Edison Garcia, elogiou o processo de privatização da empresa, que durou menos de um ano. “Esse processo de privatização está extremamente fundamentado, testado em várias áreas e poderes, e bem estruturado tecnicamente. Temos confiança que a população do Distrito Federal será a grande beneficiada, como uma prestação de serviços mais eficiente, com o necessário aporte de investimentos e modernização”, comemorou Garcia.


 


Todo o processo de privatização da CEB Distribuidora foi conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), após assinatura de um acordo de cooperação, em agosto de 2019. “Esta concessão, além de gerar R$ 2,5 bilhões para o caixa do DF, vai trazer R$ 5 bilhões em investimentos para a cidade. Governador Ibaneis, parabéns pela sua ousadia, pela coragem e determinação em fazer o certo. É um marco histórico o que vivemos hoje”, elogiou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.


 


Sobre a Neoenergia


 


A Neoenergia é controlada pelo grupo espanhol Ibedrola e atua há mais de 20 anos no Brasil. O início desta atuação ocorreu em 1997, com investimentos em distribuição de energia elétrica na Bahia e no Rio Grande do Norte. A empresa é um dos maiores atores do setor de energia no Brasil e possui ativos de distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia em 18 estados.


 

FONTE: IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON
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